domingo, Fevereiro 26, 2012

Oscars 2012 :: Melhores Filmes

Como é óbvio, existem sempre filmes que gosto mais, outros que gosto menos, alguns são um 7/10, outros são 4, e outros são pura e simplesmente nota 10. Eu acredito na perfeição, acredito que um filme pode atingir um estatuto de "era impossível fazer melhor". Filmes como Fight Club, 2001: A Space Odyssey ou Lock Stock and Two Smoking Barrells são dos filmes que vejo sempre com a mesma satisfação como se fosse a primeira vez. Este ano voltaram a haver excelentes filmes. Como já tinha dito antes, foi um belo ano em filmes.

Top 10' 2012:
1º - Uma Separação (2011)
2º - Paradise Lost 3: Purgatory (2011)
3º - Cavalo de Guerra (2011)
4º - Warrior - Combate Entre Irmãos (2011)
5º - A Invenção de Hugo (II) (2011)
6º - Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres (2011)
7º - O Artista (2011)
8º - Meia-Noite em Paris (2011)
9º - Os Descendentes (2011)
10º - A Árvore da Vida (2011)



Os meus palpites para logo:
Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actor in a Leading Role
Oscars' 2012 :: Best Writing, Adapted Screenplay
Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actor in a Supporting Role
Oscars' 2012 :: Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen
Oscars' 2012 :: Best Documentary, Features
Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actress in a Supporting Role
Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actress in a Leading Role
Oscars' 2012 :: Best Achievement in Directing
Oscars' 2012 :: Best Motion Picture of the Year

Oscars' 2012 :: Best Motion Picture of the Year


Best Motion Picture of the Year

O Artista (2011): Thomas Langmann
Os Descendentes (2011): Jim Burke, Alexander Payne, Jim Taylor
Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (2011): Scott Rudin
As Serviçais (2011): Brunson Green, Chris Columbus, Michael Barnathan
A Invenção de Hugo (2011/II): Graham King, Martin Scorsese
Meia-Noite em Paris (2011): Letty Aronson, Stephen Tenenbaum
Moneyball - Jogada de Risco (2011): Michael De Luca, Rachael Horovitz, Brad Pitt
A Árvore da Vida (2011): Sarah Green, Bill Pohlad, Dede Gardner, Grant Hill
Cavalo de Guerra (2011): Steven Spielberg, Kathleen Kennedy

Perante o grande galardão da noite, tal como já tinha referido no melhor realizador, tudo está inclinado para "O Artista". Não me vou estar a repetir muito mais sobre o que já escrevi durante estes posts, sendo que o filme francês tem tudo para confirmar todo o hype criado em torno de si. Mas quero também referir alguns aspectos sobre esta lista de nomeados, acima de tudo sobre aqueles que não tem mérito suficiente para estar neste leque e aqueles que foram injustamente postos de parte. "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" é talvez o nomeado que mais surpreendeu e que mais críticas tem originado perante a sua escolha. O filme é bom, mas deixar de fora filmes como "A Separação" ou TGWTDT perante o filme de Stephen Daldry só pode ser uma piada de mau gosto. Outro pormenor que não aprovo de maneira nenhuma é o número de nomeados ser tão grande. Este ano tivemos 9 nomeados, no ano anterior havia 10. Penso que haveria mais lógica em manter as mesmas 5 vagas para este prémio, tal como a maioria das outras categorias. Isto é apenas publicidade grátis. Portanto, na minha opinião, filmes como "Moneyball", "Cavalo de Guerra", "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" e até mesmo "As Serviçais" são filmes que poderiam perfeitamente ter ficado de fora deste prémio. De qualquer forma, olhando para esta lista, "O Artista" surge como o grande favorito, com "Os Descendentes" ou "A Invenção de Hugo" a serem os únicos a ainda aspirar. São definitivamente 3 dos melhores filmes do ano, cada um à sua maneira. Mais um belo ano de filmes. Vemo-nos em 2013.

Palpite:  O Artista (2011): Thomas Langmann

Oscars' 2012 :: Best Achievement in Directing


Best Achievement in Directing

Woody Allen for Meia-Noite em Paris (2011)
Michel Hazanavicius for O Artista (2011)
Terrence Malick for A Árvore da Vida (2011)
Alexander Payne for Os Descendentes (2011)
Martin Scorsese for A Invenção de Hugo (2011/II)

Este prémio estará, quase de certeza, de mãos dadas com o prémio de melhor filme. Portanto quem realmente se distinguir na realização será um justo vencedor ao oscar de melhor filme do ano. Aconteceu quase sempre nos últimos anos, sendo que temos de voltar a 2006 para ver uma gala dos oscars onde o filme vencedor na realização não foi o melhor filme do ano (Ang Lee melhor director e Colisão melhor filme). Sobre os 5 filmes/realizadores, está tudo muito inclinado para Michel Hazanavicius e o seu "O Artista". Nenhum dos outros filmes conseguiu atingir a magnitude e a simpatia da crítica como o filme francês. Numa visão mais pessoal, qualquer um dos 5 filmes está muito bom, Woody Allen, tal como já disse, arrancou o seu melhor filme de sempre; Alexander Payne esteve muito forte em "Os Descendentes" e tirou de Clooney um dos melhores papéis da sua carreira; Terrence Malick foi talvez demasiado ambicioso e não conseguiu explorar bem o conceito que tentou aplicar em "A Árvore da Vida" (nem todos são Kubrick), mas no entanto figura na minha lista de filmes favoritos do ano; e por fim Scorcese, um daqueles realizadores que já fazem parte da mobília, aventurou-se no 3D e com "A Invenção de Hugo", preencheu ainda mais um currículo que mete inveja a qualquer um. Qualquer um dos 5 realizadores esteve muito bem, muito fortes, mas tudo inclina para "O Artista". Os únicos que ainda podem aspirar serão talvez Payne e Scorcese. Mas não consigo imaginar outro vencedor que não Michel Hazanavicius.

Palpite:  Michel Hazanavicius for O Artista (2011)

Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actress in a Leading Role


Best Performance by an Actress in a Leading Role

Glenn Close for Albert Nobbs (2011)
Viola Davis for As Serviçais (2011)
Rooney Mara for Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres (2011)
Meryl Streep for A Dama de Ferro (2011)
Michelle Williams for A Minha Semana Com Marilyn (2011)

Esta é outra das categorias em que existe uma grande incógnita sobre uma possível vencedora. Depois de todo o hype criado à volta de Meryl "Margaret Thatcher" Streep e das vitórias nos Bafta e nos Golden Globes, naturalmente Meryl surge como a grande favorita. Muito por culpa também da história e do legado que já possuí em Hollywood: estamos a falar da actriz recordista de nomeações, com 17, sendo que apenas por 2 vezes a actriz conseguiu vencer a estatueta. Mas o filme tornou-se um fiasco, a imprensa está com críticas duras perante a forma como a antiga líder britânica foi retratada e nem uma representação poderosa de Streep conseguiu aliviar toda a atmosfera ríspida perante o filme. Perante isto, a vitória não pode estar tão certa para Streep, sendo que tanto Close como Davis tem sérias hipóteses de chegar ao oscar. Numa opinião mais pessoal, o prémio teria de ser dado a Glenn Close, uma actriz com uma carreira já bem longa e com papéis memoráveis, mas que obstante isto, arranca em "Albert Nobbs" a sua melhor representação de sempre. Mas ofuscando as 2 veteranas e surgindo como uma possível vencedora está Viola Davis em "As Serviçais". Davis já me havia "conquistado" em Doubt, onde com apenas um diálogo simplesmente roubou o show (curiosamente com Meryl Streep). Temos então uma fervorosa luta a 3, onde as odds mais recentes dão a vitória a Davis, os prémios anteriores dão a Streep e, caso haja justiça, a qualidade de representação dará a vitória a Close. Quanto às outras 2 nomeadas, Michelle Williams e Rooney Mara são actrizes fabulosas, sendo que esta última arranca um papel estupendo em TGWTDT. Mas, tal como disse, esta é uma luta a 3. Um dos prémios mais imprevisíveis da noite.

Palpite:  Glenn Close for Albert Nobbs (2011)

Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actress in a Supporting Role


Best Performance by an Actress in a Supporting Role

Bérénice Bejo for O Artista (2011)
Jessica Chastain for As Serviçais (2011)
Melissa McCarthy for A Melhor Despedida de Solteira (2011)
Janet McTeer for Albert Nobbs (2011)
Octavia Spencer for As Serviçais (2011)

Aqui começa todo o poder de "As Serviçais", com 2 nomeações para melhor actriz secundária. De facto, ao mesmo nível de Precious e até Dreamgirls, "As Serviçais" contêm um conjunto de excelentes representações que justificam todo este hype em torno de si. Começando pelas 2 "Serviçais", Octavia Spencer simplesmente "steals the show". Fantástica e explosiva, ao lado duma não menos brutal Viola Davis. Quanto a Jessica Chastain, também está muito bem, dando ainda mais vida a um filme muito bom bom. Olhando então para as restantes nomeadas, sou obrigado a dar igual destaque Bérénice Bejo, onde está linda de morrer em "O Artista". A actriz da Argentina está divinal, ao lado de Jean Dujardin. Quanto às outras 2, na minha opinião, não tem grandes chances em pensar em vencer o oscar. Janet McTeer está muito bem ao lado de Glenn Close, já Melissa McCarthy está pura e simplesmente a mais nesta categoria. Tenho a certeza que arranjariam outra representação bem mais conseguida do que esta. Quanto à possível vencedora, só consigo ver uma disputa a 2, no máximo 3: Octavia Spencer e Bérénice Bejo, com Jessica Chastain à espreita. Aposto na serviçal.

Palpite:  Octavia Spencer for As Serviçais (2011)

Oscars' 2012 :: Best Documentary, Features


Best Documentary, Features

Hell and Back Again (2011): Danfung Dennis, Mike Lerner
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front (2011): Marshall Curry, Sam Cullman
Paradise Lost 3: Purgatory (2011): Joe Berlinger, Bruce Sinofsky
Pina (2011): Wim Wenders, Gian-Piero Ringel
Undefeated (2011): Daniel Lindsay, T.J. Martin, Rich Middlemas

Sempre fui fascinado por documentários. Sobre qualquer tema. Acredito que um documentário tenta sempre manter o lado mais cru duma história, tentando nunca recriar um argumento mais plausível e mais agradável para mostrar ao espectador. Os factos são sempre a prioridade, sem qualquer tipo de adorno, sem qualquer tipo de tretas. Este ano voltámos a ter excelentes documentários, sobre os mais variados temas. Infelizmente não consegui ver o documentário "Undefeated", sobre uma equipa de futebol americano. Tentarei vê-lo no futuro. Quanto aos restantes 4, tenho uma opinião bem formada sobre qualquer um deles. Começando pelo "Hell and Back Again", documentários sobre guerra do Afeganistão / Iraque não são novidade, tornando o tema quase cliché. No ano passado tivemos o "Restrepo", que retratava o cenário dentro da guerra, não olhando para a componente pós-traumática que este "Hell and Back Again" mostra. O documentário é centrado num único soldado e na sua experiência na guerra e, após ter sido ferido, fora da guerra, lidando com PSTD e com todas as consequências disso. O segundo documentário, "If a Tree Falls", é sobre ELF, um grupo de activistas que foram autores de vários incidentes (não vou chamar terroristas, vejam o documentário e façam os vossos julgamentos) contra várias empresas que danificassem a natureza para lucro. O realizador centra a acção num dos membros, Daniel McGowan, que neste momento está a cumprir pena após ter sido traído por um dos seus colegas da ELF. "Pina" é um tributo à coreógrafa recentemente falecida Pina Bausch, expondo várias sequências inspiradas no tipo de dança criado pela alemã. Um bonito tributo, mas nada mais que isso, visto que todo o documentário é composto por sequências bastante longas de dança, tornando-se completamente enfadonho e aborrecido. Por fim, "Paradise Lost 3: Purgatory" é a terceira parte dos documentários produzidos pela HBO sobre o West Memphis 3, os 3 rapazes, hoje homens, que foram acusados da morte de 3 crianças em 1993. É o culminar da luta de 3 homens alegadamente culpados, mas a quem nunca foi apresentada provas conclusivas da sua responsabilidade dos crimes. O documentário termina com a libertação, após mais de 16 anos, dos 3 homens.
Numa apreciação global, "Paradise Lost 3: Purgatory" é o meu favorito, a milhas. Não conhecia a história, não conhecia o tamanho impacto que este crime teve na sociedade americana, não conhecia a comunidade que foi criada em defesa do West Memphis 3, não conhecia nada sobre este caso. O documentário fascinou-me e simplesmente prendeu-me do princípio ao fim. Coisa que nenhum dos outros conseguiu fazer. O documentário sobre a ELF é bastante interessante, mas não tem a assertividade e a força de argumentação que foi obtida em Paradise Lost. "Hell and Back Again" está bem conseguido, mas demasiado cliché, já existem vários documentários sobre o tema. Quanto a "Pina", o único que poderá rivalizar com "Paradise Lost 3: Purgatory", é demasiado centrado numa expressão visual e no tributo à coreógrafa alemã, tornando a 1h30 de duração quase um tormento para quem não é fã de dança expressiva.

Palpite:  Paradise Lost 3: Purgatory (2011): Joe Berlinger, Bruce Sinofsky

Oscars' 2012 :: Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen


Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen

O Artista (2011): Michel Hazanavicius
A Melhor Despedida de Solteira (2011): Kristen Wiig, Annie Mumolo
O Dia Antes do Fim (2011): J.C. Chandor
Meia-Noite em Paris (2011): Woody Allen
Uma Separação (2011): Asghar Farhadi

E começa a haver disputa a sério. Estamos aqui perante 3 dos melhores filmes e que são fortíssimos candidatos a levar esta estatueta: Uma Separação, O Artista e Meia-Noite em Paris. Quanto a "O Dia Antes do Fim" e "A Melhor Despedida de Solteira", são 2 filmes que podem-se dar por contentes por terem sido reconhecidos como elegíveis para esta disputa. Nem um nem o outro tem qualidade suficiente para estar aqui. Falando então dos 3 filmes que referi inicialmente, qual deles o melhor: "Meia-Noite em Paris" é capaz de ser o melhor filme de Woody Allen, uma história fabulosa sobre toda a mística e magia de Paris; "O Artista", como já referi anteriormente, é uma lufada de ar fresco no cinema contemporâneo, uma linda história recriando o choque do aparecimento do cinema falado, um autêntico tributo ao cinema mudo e ao legado que este deixou para as gerações seguintes; e por fim, "Uma Separação", uma fantástica, volto a repetir, fantástica história passada no Irão sobre os conflitos dentro duma família e todas as consequências que irão atormentar após um incidente envolvendo uma criada. Todos 3 são fabulosos, todos 3 merecem ser reconhecidos. Se tivesse de haver uma escolha pessoal, provavelmente iria inclinar para "Uma Separação", sendo que é talvez o meu filme de 2012. Mas devido ao impacto que provocou e à aceitação que teve por parte da crítica, juntando os vários prémios já conquistados, sou obrigado a dar a minha aposta em "Meia-Noite em Paris".

Palpite:  Meia-Noite em Paris (2011): Woody Allen

Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actor in a Supporting Role


Best Performance by an Actor in a Supporting Role

Kenneth Branagh for A Minha Semana Com Marilyn (2011)
Jonah Hill for Moneyball - Jogada de Risco (2011)
Nick Nolte for Warrior - Combate Entre Irmãos (2011)
Christopher Plummer for Assim é o Amor (2010)
Max von Sydow for Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (2011)

Esta é capaz de ser a categoria onde o vencedor está praticamente anunciado: Christopher Plummer. O caso não é para menos: o veterano "Captain Von Trapp" está fabuloso em "Assim é o Amor", ao representar um recém-viúvo que finalmente tem a liberdade de se afirmar como homossexual. Todo o filme está muito bom e foi uma bela surpresa. E este prémio serve quase como um prémio carreira para o actor de 82 anos. Quanto aos outros nomeados, gostei particularmente de Nick Nolte em Warrior, sendo que sou capaz de ter ficado mais fascinado com o bad boy do que propriamente com Plummer. Nolte volta assim a arrancar mais uma excelente representação. Quanto aos restantes 3, Kenneth Branagh esteve em bom nível, Jonah Hill ainda não tem calibre para andar nestas andanças e Max von Sydow é capaz de ser o chamado "nomeado WTF", sendo que não só não tem uma fala durante o "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto", como a sua representação pareceu-me completamente banal. Aqui só poderiam haver 2 vencedores, na minha opinião: Nolte ou Plummer. E será este o vencedor, tenho 99% de certeza.

Palpite:  Christopher Plummer for Assim é o Amor (2010)

quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Oscars' 2012 :: Best Writing, Adapted Screenplay


Best Writing, Adapted Screenplay

Moneyball - Jogada de Risco: Steven Zaillian (screenplay), Aaron Sorkin (screenplay), Stan Chervin (story)
Nos Idos de Março: George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon
A Invenção de Hugo: John Logan
A Toupeira: Bridget O'Connor, Peter Straughan
Os Descendentes: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash

Desde já devo dizer que não li qualquer livro ou guião ou que seja que tenha sido a inspiração para estes 5 filmes. Por isso, a minha opinião neste Oscar não passará de mais uma opinião sobre a qualidade do filme propriamente dito e não sobre o quão fiel é em relação à obra original em que foi inspirado. Temos então 5 bons filmes, com particular destaque para a presença de George Clooney e o seu "Nos Idos de Março". Um filme com um elenco brutal, mas que, na minha opinião, não chega para sequer suspirar ao galardão. Penso que o grande favorito e o natural vencedor é "Os Descendentes", uma história muito boa, com boas representações e inquestionavelmente o filme destes 5 que conseguiu ser mais emotivo e mais bem conseguido, onde Clooney é capaz de arrancar a melhor representação da vida dele. E o único que poderá sequer pensar em rivalizar com Alexander Payne será mesmo o argumento de Sorkin e Zaillian, com o "Moneyball". Um filme muito bom sobre uma história verídica passada no baseball. Os dados estão lançados entre esses 2 filmes. Tanto "Hugo" como "A Toupeira" podem esquecer vencer este prémio, enquanto que "Nos Idos de Março", como já tinha dito, bem pode-se dar por contente por estar nomeado.

Palpite:  Os Descendentes: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash

domingo, Fevereiro 19, 2012

Oscars' 2012 :: Best Performance by an Actor in a Leading Role


Best Performance by an Actor in a Leading Role

A Better Life: Demián Bichir
Os Descendentes: George Clooney
O Artista: Jean Dujardin
A Toupeira: Gary Oldman
Moneyball - Jogada de Risco: Brad Pitt

Começa a minha semana de reviews para os Oscars 2012. À medida que vou vendo os filmes, vou tentando dar a minha opinião sobre quem será o possível vencedor e quem seria o vencedor in my book. Começo pelo prémio de melhor actor do ano, em que temos representações muito fortes, muito coesas. Desde logo, não posso deixar de começar com o grande fenómeno do ano "O Artista" e o não menos fenomenal Jean Dujardin. Olhando para o leque dos filmes seleccionados, o actor francês parte com clara vantagem sobre todos os outros. "O Artista" é um dos melhores, senão mesmo o melhor filme do ano, superiorizando-se aos restantes 4 filmes. Uma lufada de ar fresco com uma viagem no tempo, até aos gloriosos anos do cinema mudo e da mudança drástica que afectou os actores de outrora com a chegada do cinema falado. Jean Dujardin está simplesmente fabuloso, levando o entretenimento do cinema mudo ao ponto mais extremo, brilhando a cada momento que aparece na tela, mesmo naqueles momentos mais negros do filme. Mas claro, o francês não tem a estatueta garantida. Clooney surge poderosíssimo no "Os Descendentes", numa das representações mais bem conseguidas do actor americano. E é, a meu ver, o único que poderá rivalizar com Jean Dujardin, sem querendo retirar mérito aos restantes 3 actores. Mas nem o GM Brad Pitt nem o ex-KGB Gary Oldman tem o necessário para chegar lá. Ambos já tiveram melhores filmes e melhores performances. Considero-os fantásticos actores, mas ainda não é desta que chegam lá. Quanto ao outsider Demián Bichir, é um grande prémio para este filme independente que retrata a situação dramática da imigração ilegal nos EUA. O mexicano está muito forte, na, talvez, representação mais "verdadeira". Esta nomeação faz obviamente relembrar Richard Jenkins em "The Visitor", que também conseguiu amealhar uma nomeação em 2009. Mas, como já disse, esta é uma luta a 2 e Demián apenas se pode contentar com a nomeação.

Portanto, em conclusão: é uma luta a 2. Clooney contra Dujardin. E apesar de Clooney estar excelente no "Os Descendentes", a estatueta deve ir parar ao francês.

Palpite:  O Artista: Jean Dujardin