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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Rescaldo aos Resultados dos Oscars


Primeiro que tudo, parabéns ao Slumdog Millionare, é mesmo um fantástico filme e era um grande candidato a vencer. Não esperara era uma vitória tão esmagadora. Benjamin Button foi altamente crucificado e castigado, apenas vencendo 3 oscars de carácter técnico.

Vou falar acima de tudo dos prémios mais importantes.

Ora vamos começar pelos mais pequenos: melhor actor secundário não teve qualquer surpresa, com Heath a vencer. Mas melhor actriz secundária foi uma grande surpresa. Incrivelmente, para mim, Cruz era uma das prestações mais fracas daquele leque, sendo que uma vencedora justa seria entre Amy Adams e Taraji P. Henson. Melhor argumento adaptado não teve qualquer surpresa, Slumdog é um vencedor justo. Também se justifica o Milk como melhor argumento original, sendo que era um dos meus candidatos a este prémio, embora ache que In Bruges respirava autêntica originalidade.

E agora vamos aos grandes: Kate Winslet vence sem mácula. Merecidissimo. O mesmo não consigo dizer sobre o melhor actor principal. Penso que Mickey Rourke tinha tudo para vencer este prémio. Sean Penn era o outro forte candidato, mas mesmo assim...

E quanto ao melhor filme e realizador, era 50/50. 2 autênticos pesos pesados, é justificável que Danny Boyle e companhia tenha arrecadado, embora ache que não ficava mal que os prémios tivessem sido repartidos. Pessoalmente até acho que Fincher secalhar merecia mais este prémio que Boyle.

Fica aqui a opinião de mais um fã.

domingo, fevereiro 22, 2009

Previsões para os Oscars 2009

Best Motion Picture of the Year
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Ceán Chaffin, Kathleen Kennedy, Frank Marshall
Frost/Nixon (2008): Brian Grazer, Ron Howard, Eric Fellner
Milk (2008): Bruce Cohen, Dan Jinks
The Reader (2008): Nominees to be determined
Slumdog Millionaire (2008): Christian Colson

- O grande galardão, o prémio que catapulta um filme para a história. Uma autêntica luta a 2, embora qualquer um dos 5 filmes é excelente. Frost/Nixon parte como o elo mais fraco, seguido de Reader e Milk. Embora qualquer um destes filmes são excelentes, nenhum atinge o nível máximo de Benjamin Button e Slumdog Millionare. Cada um dos filmes tem os seus pontos fortes, diria que são filmes que roçam a perfeição (dei nota 10 a cada um deles) e qualquer um poderá vencer o óscar. Tendo que votar num dos filmes, terei de votar em The Curious Case of Benjamin Button, por achar que é uma obra mais consistente e mais bem dirigida.


Best Performance by an Actor in a Leading Role
Richard Jenkins for The Visitor (2007/I)
Frank Langella for Frost/Nixon (2008)
Sean Penn for Milk (2008)
Brad Pitt for The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Mickey Rourke for The Wrestler (2008)

- 5 excelentes interpretações. No entanto, apenas uma a roçar o perfeito: Mickey Rourke. Sean Penn ainda é o único que poderá cheirar o prémio, mas se isto foge ao Wrestler, é uma autêntica injustiça.


Best Performance by an Actress in a Leading Role
Anne Hathaway for Rachel Getting Married (2008)
Angelina Jolie for Changeling (2008)
Melissa Leo for Frozen River (2008)
Meryl Streep for Doubt (2008/I)
Kate Winslet for The Reader (2008)

- Tal como em cima, mais 5 excelentes interpretações. Aqui a luta é mais renhida, com Winslet na linha de partida. Mas Jolie também tem uma válida chance. Anne Hathaway também tem uma grande interpretação, Melissa Leo surpreendeu imenso e Meryl Streep já é uma veterana nestas andanças, com mais uma cerebral interpretação em Doubt. Mas este prémio deverá ir para Kate Winslet.


Best Performance by an Actor in a Supporting Role
Josh Brolin for Milk (2008)
Robert Downey Jr. for Tropic Thunder (2008)
Philip Seymour Hoffman for Doubt (2008/I)
Heath Ledger for The Dark Knight (2008)
Michael Shannon for Revolutionary Road (2008)

- É uma pena ter já esta votação decidida, praticamente entregue a Heath Ledger. Com mérito, sejamos francos. Mas torna-se penoso para Brolin e para Shannon. Acima de tudo este último, que está simplesmente MAGNÍFICO em Revolutionary Road.


Best Performance by an Actress in a Supporting Role
Amy Adams for Doubt (2008/I)
Penélope Cruz for Vicky Cristina Barcelona (2008)
Viola Davis for Doubt (2008/I)
Taraji P. Henson for The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Marisa Tomei for The Wrestler (2008)

- É um excelente leque de actrizes, com grandes desempenhos. Vê-se a partir desta lista que Doubt é mesmo um fantástico filme, no que diz respeito a interpretações. Penelope Cruz está genial, mas insuficiente. Mesmas palavras diria para Viola Davis e Marisa Tomei. Penso que a decisão será entre Adams e Henson. E aposto na vitória da Amy Adams.


Best Achievement in Directing
Danny Boyle for Slumdog Millionaire (2008)
Stephen Daldry for The Reader (2008)
David Fincher for The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Ron Howard for Frost/Nixon (2008)
Gus Van Sant for Milk (2008)

- Eis mais uma categoria muito complicada. Podemos desde já resumir os candidatos a 2: David Fincher e Danny Boyle. Ambos tiveram o ano da sua confirmação, com 2 filmes de topo. São 2 obras grandiosas. Um autêntico mano-a-mano. Mesmo assim, aposto na vitória de Fincher.


Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen
Frozen River (2008): Courtney Hunt
Happy-Go-Lucky (2008): Mike Leigh
In Bruges (2008): Martin McDonagh
Milk (2008): Dustin Lance Black
WALL·E (2008): Andrew Stanton, Pete Docter, Jim Reardon

- In Bruges é o melhor argumento do ano. Milk e Happy-Go-Lucky também estão muito bons, mas penso que nenhum bate o filme de Collin Farrell.


Best Writing, Screenplay Based on Material Previously Produced or Published
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Eric Roth, Robin Swicord
Doubt (2008/I): John Patrick Shanley
Frost/Nixon (2008): Peter Morgan
The Reader (2008): David Hare
Slumdog Millionaire (2008): Simon Beaufoy

- Muito complicada esta categoria. Qualquer um tem capacidades para vencer. Creio que aqui será tiro ao alvo. Vá, aposto no Slumdog Millionare.


Best Achievement in Cinematography
Changeling (2008): Tom Stern
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Claudio Miranda
The Dark Knight (2008): Wally Pfister
The Reader (2008): Roger Deakins, Chris Menges
Slumdog Millionaire (2008): Anthony Dod Mantle

- A nível cinematográfico, Benjamin Button é o melhor do ano. Ponto final.


Best Achievement in Editing
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Angus Wall, Kirk Baxter
The Dark Knight (2008): Lee Smith
Frost/Nixon (2008): Daniel P. Hanley, Mike Hill
Milk (2008): Elliot Graham
Slumdog Millionaire (2008): Chris Dickens

- Acredito que Benjamin Button possa vencer este. Talvez o Dark Knight possa ser o adversário mais forte.


Best Achievement in Art Direction
Changeling (2008): James J. Murakami, Gary Fettis
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo
The Dark Knight (2008): Nathan Crowley, Peter Lando
The Duchess (2008): Michael Carlin, Rebecca Alleway
Revolutionary Road (2008): Kristi Zea, Debra Schutt

- Penso que Benjamin Button também parte na linha da frente para vencer este galardão.


Best Achievement in Costume Design
Australia (2008): Catherine Martin
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Jacqueline West
The Duchess (2008): Michael O'Connor
Milk (2008): Danny Glicker
Revolutionary Road (2008): Albert Wolsky

- The Duchess está glamoroso neste aspecto. É bem provável que seja este o vencedor. Talvez só mesmo o Benjamin Button possa ter uma palavra a dizer.


Best Achievement in Makeup
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Greg Cannom
The Dark Knight (2008): John Caglione Jr., Conor O'Sullivan
Hellboy II: The Golden Army (2008): Mike Elizalde, Thomas Floutz

- Não vi o Hellboy II, mas penso que aqui deveria ir, sem qualquer questão, para The Curious Case of Benjamin Button. As transformações no personagem principal são surpreendentes.


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Alexandre Desplat
Defiance (2008): James Newton Howard
Milk (2008): Danny Elfman
Slumdog Millionaire (2008): A.R. Rahman
WALL·E (2008): Thomas Newman

- A Original Score do Defiance é excelente. Mas tanto a do Slumdog como a do Ben Button também estão muito boas. Vou apostar no Defiance, mesmo assim.


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song
Slumdog Millionaire (2008): A.R. Rahman, Gulzar("Jai Ho")
Slumdog Millionaire (2008): A.R. Rahman, Maya Arulpragasam("O Saya")
WALL·E (2008): Peter Gabriel, Thomas Newman("Down to Earth")

- É um escândalo não ter a música do Springsteen nomeada para esta categoria. Com esta lista, é provável que vença a música do Wall-E.


Best Achievement in Sound
The Curious Case of Benjamin Button (2008): David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce, Mark Weingarten
The Dark Knight (2008): Ed Novick, Lora Hirschberg, Gary Rizzo
Slumdog Millionaire (2008): Ian Tapp, Richard Pryke, Resul Pookutty
WALL·E (2008): Tom Myers, Michael Semanick, Ben Burtt
Wanted (2008): Chris Jenkins, Frank A. Montaño, Petr Forejt

-
Uma votação muito imprevisível. No entanto, acredito que o óscar vá para Dark Knight.


Best Achievement in Sound Editing
The Dark Knight (2008): Richard King
Iron Man (2008): Frank E. Eulner, Christopher Boyes
Slumdog Millionaire (2008): Tom Sayers
WALL·E (2008): Ben Burtt, Matthew Wood
Wanted (2008): Wylie Stateman

- Uso as mesmas palavras que na categoria anterior. Dark Knight é o favorito.


Best Achievement in Visual Effects
The Curious Case of Benjamin Button (2008): Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton, Craig Barron
The Dark Knight (2008): Nick Davis, Chris Corbould, Timothy Webber, Paul J. Franklin
Iron Man (2008): John Nelson, Ben Snow, Daniel Sudick, Shane Mahan

- Apesar do Iron Man estar muito bem no que diz respeito a efeitos especiais, penso que Dark Knight superou qualquer filme durante este ano de 2008.


Best Animated Feature Film of the Year
Bolt (2008): Chris Williams, Byron Howard
Kung Fu Panda (2008): John Stevenson, Mark Osborne
WALL·E (2008): Andrew Stanton

- Aqui não há duvidas: Wall-E é o vencedor mais que certo. Nem Bolt nem o Panda tem a mínima hipótese.



Estas apostas reflectem acima de tudo o que eu acho. Alguns palpites estão a ter em consideração aquilo que acho que vai acontecer (Heath Ledger, Kate Winslet, etc.), enquanto que outras estão mais baseadas naquilo que gostava que acontecesse (Amy Adams, David Fincher, etc.).
São apenas as opiniões de mais um fã.

Fazendo as contas:
- The Curious Case of Benjamin Button: 6 Oscars
- The Dark Knight: 4 Oscars
- Wall-E: 2 Oscars
E com um Oscar:
- Slumdog Millionare
- The Wrestler
- The Reader
- Doubt
- In Bruges
- The Duchess
- Defiance

Road to the Oscars: The Visitor


iMDB

Eis o último filme da Road to the Oscars deste ano. Não diria que fechei com chave de ouro, mas The Visitor é um filme bastante bem conseguido, muito eficaz e bem real.

Relata a história de Walter Vale, um professor universitário de Connecticut, que é enviado para New York para assistir a uma série de conferências. Como tem um apartamento na Big Apple, Walter decide ir para lá. Surpresa é que encontra um casal a morar lá, já há mais de 2 meses. No entanto, Walter permite que Tarek e Zainab fiquem ali, pelo menos até encontrarem outro sítio.
Perseguido pela monotonia da sua rotina diária, Walter deixa-se encantar pelo mundo de Tarek, que toca djambé. Tudo piora quando Tarek, que é um emigrante ilegal tal como Zainab, é apanhado pela polícia. Que fará Walter para evitar que Tarek seja deportado? Até lá, Walter é o único contacto com que Tarek pode contar, visto que nem a mãe nem a namorada podem ir visitá-lo.

O filme conta a brutal realidade da emigração ilegal, todos os passos burocráticos que existem nestes processos e o drama daqueles que sofrem do lado de fora. Mostra também um papel muito humano por parte de Walter, que procura algo novo e excitante e encontra em Tarek algo que o rejuvesnesce. O filme está bem feito, diálogos bem construídos, personagens bem definidas, sequência de cenas bastante bem organizadas. A cena do circulo de djambés está muito boa.

Richard Jenkins executa um papel com mestria e serenidade. É mantida uma reguralidade e uma qualidade de grande nível ao longo de todo o filme. A cena final na esquadra da polícia é simplesmnte genial. Esta nomeação para melhor actor principal faz-me lembrar muito a nomeação de Ryan Gosling, que foi nomeado com Half Nelson.

Em conclusão, é um bom filme. Muito bem realizado e protagonizado.

Nota 8.

Road to the Oscars: Australia



Muito, mas mesmo muito aquém do que esperava. Houve tanto hype em redor deste filme que ia jurar que ia assistir a um autêntico épico. Bem longe disso.

Situado em 1939, precisamente antes da 2ª Guerra Mundial ter início, o filme conta a história de uma aristrocata inglesa chamada Sarah Ashley, que vai até à Austrália, onde o marido Maitland tem um negócio de gado. O problema é que, devido a interesses de terceiros, Maitland morre. Sobre o risco de perder tudo o que tinha, Sarah decide despedir o braço direito de Maitland, por suspeitar que este teve algum envolvimento na morte de Maitland. A partir daqui, e tendo em conta que Carney tem um domínio mais forte que o seu, Sarah pega em todos as pessoas que tem disponíveis e foge com as 1500 cabeças de gado para Darwin, de modo a manter aquilo que é seu e estabilizar-se no negócio das carnes na Austrália. Na segunda parte do filme, passados 2 anos, Sarah toma conta de Nullah, um descendente de índios australianos. No entanto, isto vai contra a lei, que não permite que crianças nativas sejam adoptadas. Toda esta história cruza-se com o ataque dos japoneses à Austrália. A qualidade do filme sobe consideravalmente, embora faça lembrar imenso Pearl Harbor (o que não é nada bom).

As personagens são, vá, como hei de explicar isto? Bem, são más. Há uma péssima caracterização, achei os diálogos muito mal enquadrados e até mesmo nomes como Jackman e Kidman conseguem ofuscar todas estas falhas. As cenas dramáticas também estão mal construídas, no meu ponto de vista. A morte do Kipling Flynn é mais uma prova disso.

No geral, é um filme muito aquém do que esperava. Tinha imenso potencial, mas acabou por ser um fiasco, bem ao estilo de Alexander, Pearl Harbor e Troy (este último é mesmo um ódio de estimação, i cant help it). O filme tenta ser épico, colossal, mas caí numa banalidade impressionante. Isto para além de ser demasiado longo. Provavelmente, a grande desilusão do ano.

Nota 6.

Road to the Oscars: Happy-Go-Lucky



Sejam bem vindos à história de Poppy, uma rapariga londrina de 30 anos, que aparenta ser a pessoa mais feliz do mundo. Sempre carregada de um sorriso largo, Poppy parece irradiar felicidade por tudo quanto é canto e para ela, tudo é belo e cheio de cor e vida. Ela vive cada momento como se fosse único e, muitas das vezes, sem consciência das consequências que essa atitude lhe poderá trazer. Poppy é uma professora primária, que tem muito orgulho nos seus alunos. Divide um apartamento com a amiga de longa data chamada Zoe e tem 2 irmãs, Suzy e Helen.
O filme relata imensas situações em que a atitude alegre de Poppy tem consequências bizarras, sendo que as cenas com o instrutor de condução chamado Scott são de longe as mais interessantes e as mais bem conseguidas.

O filme atinge o seu primário objectivo: Não é possível fazer toda a gente feliz. Há serias consequências nos actos de Poppy e que, ingenuamente, não se apercebe disto. Condenam-na por se comportar como uma criança. A seriedade das situações é posta em questão e Poppy tem de começar a levar em consideração as outras pessoas. No entanto, é um filme bastante alegre, se bem que torna-se quase massacrante ver Poppy sempre tão alegre. Não torna o filme monótono, apenas irritante.

Sally Hawkins provavalmente merecia uma nomeaçaozinha para melhor actriz. Tem um desempenho muito, muito interessante e eficaz. Eddie Marsan também está genial no papel de Scott. Aliás, as melhores cenas de todo o filme são as passadas dentro do carro da escola de condução. O twist final é fenomenal.

Nota 8.

Road to the Oscars: Frozen River


Conheçam Melissa Leo: a grande razão para que devem ver este filme. Frozen River conta a história de Ray, uma mãe solteira de 2 filhos, TJ de 15 e Ricky de 5 anos. Desesperada devido à falta de dinheiro, Ray conhece Lila, uma nativa mohawk, e entra no mundo do contrabando de emigrantes ilegais, de modo a conseguir criar melhores condições de vida para os filhos.

Melissa Leo está excelente. Aliás, como já disse atrás, é a grande razão e o cabeça de cartaz deste filme, que sofre imenso com a qualidade do cast. O guião está muito bem construído, é um filme muito bom, conta uma realidade assustadora e aterrorizante. Quanto ao resto do elenco, fica muito aquém das expectativas.

Nota 7.

Road to the Oscars: Defiance



Defiance remonta aos tempos da 2ª Guerra Mundial. Retrata a história baseada em factos reais de um grupo de judeus que se refugiaram na floresta, após os alemães terem invadido a Bielorrússia. O filme retrata acima de tudo os 4 irmãos que lideram o grupo e dá uma ideia da quantidade de adversidades que passaram para manter a esperança de que é possível sobreviver ao holocausto.

Trata-se de um filme interessante e de uma história de coragem. É arrepiante pensar que isto aconteceu na vida real.
Não se trata de um filme de grande qualidade, tem as suas falhas, mas cumpre o seu grande objectivo, dando a todos um breve resumo de todos os horrores que passaram durante os mais de 3 anos em que estiveram refugiados na floresta. Destaco também a grande qualidade da Original Score, bem como o armamento utilizado, bem fiel ao espaço temporal em que se passa o filme.

Quanto a interpretações, penso que o destaque deverá ir para Jamie Bell, provavelmente o desempenho mais consistente. Daniel Craig... não me perguntem porquê, nunca gostei muito dele. E Liev Schreiber irrita com a sua pronúncia. Ah, e gostei muito da Alexa Davalos. No entanto, penso que com outro cast, este filme teria muito mais a oferecer.

Nota 7.

sábado, fevereiro 21, 2009

Road to the Oscars: Iron Man


iMDB

Eis um dos grandes nomeados aos óscars de melhores efeitos especiais. Iron Man notabilizou-se por ser o filme de heróis da banda desenhada do ano. E, diga-se de passagem, achei um filme incrivelmente parecido com o Transformers, do ano passado.

Ora, Iron Man conta a história de Tony Stark, um magnata que é o grande líder do negócio das armas. Um dia, enquanto estava a fazer uma expedição a uma zona de guerra, é surpreendido por supostos terroristas, que o levam como refém. Com a ajuda de um outro refém, Tony passa 3 meses em cativeiro a construir uma máquina que o levará a fugir. Nascia aqui o Iron Man. Tony Stark consegue fugir e, chocado com os horrores da guerra, decide suspender a produção de armas da Stark Industries. Ideia que não agrada nada ao sub-chefe da empresa, Obadiah Stane. Tony continua a aperfeiçoar a sua máquina, correndo o risco que esta poderá cair nas mãos erradas.

Interessante filme. Embora tenha aquele estilo de Transformers, consegue ser um filme mais sério e menos virado para o mainstream. Robert Downey JR. tem um bom desempenho, tal como Jeff Bridges. Gwyneth Paltrow tem momentos deliciosos e foi uma agradável surpresa ver Leslie Bibb (ai Popular, onde tu andas...).

Nota 7.

Road to the Oscars: Bolt



E fecha-se o trio de filmes de animação nomeados para o óscar para melhor filme. Depois de Wall-E e Kung Fu Panda, faltava este Bolt, que numa primeira análise, seria à partida o elo mais fraco do grupo.

O filme conta a história de um cão chamado Bolt e da sua dona Penny, que são as estrelas de uma série televisiva de grande popularidade. O problema é que para Bolt, a realidade é tudo o que se passa no set do estúdio: as storylines da série são verdadeiras, todos os seus poderes são reais e a sua dona corre realmente perigo de vida, tal como é relatado pela série.

O problema é que Bolt deixa esta situação ir demasiado longe. Num erro crasso, é apanhado desprevinido e é enviado acidentalmente para a outra ponta do país (Hollywood até New York). Bolt agora tem de arranjar maneira de voltar a casa a tempo de salvar Penny. Para isso, vai contar com a ajuda de Mi e Rhino, uma gata e um hamster. Este último é um grande fã do Bolt enquanto que a gata pensa que Bolt está doido.

Engraçado filme de animação, usando a mesma táctica de filmes como Ice Age, Bee Movie, Cars, Surf's Up, entre outros. Consegue ter uma história bastante bem fundamentada e relativamente original. Peca pelo pouco aprofundamento nas personagens e pela má construção das gimmicks. Não há um personagem com grande carisma, talvez só mesmo Rhino consegue puxar dos galões.
Vale pelo bom divertimento, um excelente filme para um domingo à tarde. Quanto ao óscar, é bom esquecer. Esse terá mesmo de ir para Wall-E.

Nota 7.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Road to the Oscars: The Curious Case of Benjamin Button



Eis o último nomeado ao óscar de melhor filme de 2008/09. The Curious Case of Benjamin Button era também, à partida e em igualdade com Slumdog Millionare, aquele filme que me suscitava mais interesse. Primeiro, é do grande David Fincher. Mestre de grandiosos filmes como Fight Club (diria até que este é "o filme", mas isso é uma opinião pessoal), Se7en, The Game, Zodiac, entre outros. Um dos meus realizadores preferidos, e que faltava um filme desta magnitude para se estabilizar como um realizador de topo. Curiosamente acho que aconteceu algo muito parecido com Danny Boyle e o seu Slumdog Millionare.

Bem, a história deste filme é bastante simples. Algures em 1918, nasce uma criança completamente fora do normal: aparenta ter todos os problemas que um homem de 80 anos à beira da morte tem. A mãe morre durante o parto e o pai, assustado com o facto do filho ser "anormal", abandona-o perto de um lar de idosos. Uma senhora que trabalha nesse lar chamada Queenie descobre o bebé e cuida dele como se fosse seu próprio filho. A partir daqui, entramos na história de Benjamin, um homem que tem um crescimento inverso ao normal: com o passar dos anos vai rejuvenescendo. Torna-se então vítima das mais peculiares situações, com acontecimentos incrivelmente bizarros, no entanto bastante humanos.

Esta é uma história para todo o sempre. Faz-me lembrar imenso o Big Fish, com uma história deveras parecida, mas autêntica na mesma. O personagem, esse, faz-me muito o Forrest Gump, devido à sua ingenuidade e à sua capacidade de acreditar que pode fazer aquilo que quer e que deseja. As interpretações, essas, são igualmente excelentes. Brad Pitt está excelente. A sua caracterização, com o desenrolar dos anos, é FANTÁSTICA. Impressionante mesmo. Cate Blanchett prova mais uma vez porque é a minha actriz preferida. Jason Flemming está muito bem igualmente e Taraji P. Henson merece inteiramente a nomeação que recebeu para melhor actriz. Até Tilda Swinton aparece a dar um toque da sua classe.

O filme está carregado de metáforas impressionantes, que me fazem lembrar, não sei porquê, o Magnolia. Adoro a ironia criada em torno do personagem que é atingido 7 vezes por um relâmpago. A história inicial do filme também é uma excelente prova do que Fincher tenta explicar. Que o tempo não tem controlo, mas que temos o poder de fazer dele o que queremos.

Há filmes que conseguem ser maravilhosos, magníficos, sublimes, com uma mensagem de vida como tão poucos tem. Este é um deles. Se eu tinha ficado estupefacto com Slumdog Millionare, este Benjamin Button também me acertou no mesmo sítio. Espectacular.

Vai ser uma luta feroz pelo grande galardão. Em 2006/07, eu estava a torcer incondicionalmente por Babel. Perdi. Em 2007/08, desejava que a estatueta fosse para There Will Be Blood. Perdi novamente. Este ano, sinceramente, tanto me faz. Tanto Slumdog Millionare como The Curious Case of Benjamin Button são fantásticos filmes. Qualquer um pode ganhar que eu não fico chateado.

Nota 10.

Road to the Oscars: The Duchess


iMDB

Passado nos anos 1400/1500, The Duchess conta a história da jovem Georgianna que é escolhida para casar com um importante Duque da Burguesia Inglesa. Ingénua e esperançada que ia ser um casamento de sonho, Georgianna percebe que é apenas um objecto nas mãos do duque para lhe dar um herdeiro. O problema é que os 2 filhos que Georgianna tem são do sexo feminino. A história complica-se ainda mais quando entra em história Lady Bess, uma mulher que foi abandonada pelo marido, que lhe tirou os 3 filhos rapazes, e que se torna amiga confidente de Georgianna. Lady Bess acaba por ter um caso com o Duque e Georgianna vê-se encurralada, sem uma saída à procura de felicidade e amor.

É um filme muito aquém das minhas espectativas. O guião é bom, mas a coordenação das personagens e respectivos diálogos falham em várias situações. Diria até que este filme tenta ser a junção de 2 filmes do ano passado. Tanto tem de Elizabeth como de Atonement. O problema é que este Duchess não tem nem a grandiosidade nem o poder dos factos históricos como Elizabeth tem, nem tem a mestria e a autenticidade que Atonement tem. O filme falha imenso nesse aspecto.

Keira Knightley tenta sacar a sua melhor interpretação até agora, mas sem sucesso. É a outra decepção do filme. Ela no Atonement esteve em muito melhor nível. Ralph Fiennes também não está perfeito, mas consegue ter o papel mais consistente de todo o filme.

É um filme que entretém, mas longe de estar perfeito. Vale pela história, que é muito boa. Infelizmente, perde alguma essência e fica sempre aquela sensação que é apenas mais um filme deste género. Ao mesmo estilo, recomendo muito mais um Barry Lyndon, por exemplo.

Nota 7.

domingo, fevereiro 15, 2009

Road to the Oscars: Rachel Getting Married


iMDB

Excelente filme de Jonathan Demme, uma narrativa contagiante, personagens muito bons, enfim. Tudo o que um filme deve ter.

Rachel Getting Married conta a história de Kym, uma jovem problemática que, desde muito nova, ganhou tendência a criar distúrbios. Criou um vício terrível com a droga e os pais foram obrigados a enviá-la para reabilitação.

Passados imensos anos, a irmã de Kym, Rachel, vai-se casar. É dada a oportunidade a Kym de poder assistir ao casamento da irmã com um músico de Jazz chamado Sidney. Com todos os problemas antigos a persegui-la, Kym apresenta-se perante a família e os amigos como alguém que está arrependida dos erros que cometeu, que quer-se redimir. Embora tenha ganho a empatia do pai, vários amigos da família e, em momentos do filme, a própria irmã Rachel deseja que Kym simplesmente desapareça. Que segredos tem Kym para haver tanto ódio? O que é que ela fez de tão grave?

Digo desde já: vão ver este filme. Gravado num shot à lá documentário, o filme tem uma história contagiante, com revelações muito fortes. O grande destaque vai directo para Anne Hathaway. A "menina" faz o melhor papel da sua carreira, até agora. De longe. Nomeação mais que merecida.

Nota 8.5

sábado, fevereiro 14, 2009

Road to the Oscars: Revolutionary Road



Eis o grande "derrotado" nas nomeações dos Oscars. O filme de Sam Mendes falhou todas as grandes nomeações, apenas arrecadando uma nomeação para melhor actor secundário.

E havia argumentos para deixar de fora este filme, que decorre na década de 50, em pleno coração da América? O argumento é baseado no livro de Richard Yates com o mesmo nome "Revolutionary Road". Confesso que não li o livro (aliás, quem me conhece sabe que não sou grande fã de ler), mas penso que Sam Mendes manteve uma fiel descrição da obra original. O enredo conta a história de uma típica família americana que vive sérios momentos de crise. A paixão entre os 2 começa a ser questionada e começam a preparar uma "fuga" para Paris, numa tentativa de recomeçar a viver. Ele, Frank Wheeler, é o operário da casa. Ela, April Wheeler, é uma fracassada actriz. Juntos, aparentavam ser o casal perfeito. Todos os planos começam a ir por água abaixo quando Frank recebe uma promoção, depois de um desempenho espectacular na sua empresa. Em paralelo, Frank envolve-se com uma jovem secretária da mesma empresa.
Quando questionados aquando da razão pela qual vão embora pelo filho dos senhorios chamado John Givings, que tem distúrbios mentais, é posta em causa toda a questão de se terem casado, de viverem juntos ou mesmo se ainda sentem algo um pelo outro. Como será daqui para a frente?

Sam Mendes assina um belíssimo filme. Estamos perante um filme bem fundamentado, que tem um excelente suporte nas boas interpretações. Digamos que este Revolutionary Road é um "American Beauty", mas sem a conotação mais irónica e mais emotiva. É um filme sério, que retrata bastante bem o típico seio familiar e todos os problemas que se podem gerar dentro desse mesmo seio. O único reparo que queria fazer é que, durante o filme, chega-se a cair em momentos mais tediosos e com menos acção, que o torna por vezes monótono.

Foi engraçado ver Kate Winslet e Leo di Caprio outra vez juntos. 2 dos melhores actores da sua geração encontram-se novamente, passados 12 anos depois de Titanic. Quanto ao desempenho deles, cumpriram com eficácio o seu papel. O grande destaque vai mesmo para Michael Shannon, o filho dos senhorios, que tem pouquíssimo tempo de antena, mas arranca uma soberba e intensa interpretação.

Nota 8.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Road to the Oscars: Kung Fu Panda



O segundo filme de animação que vejo, da lista de nomeados. Depois de ter visto Wall-E, os padrões ficaram demasiado altos e dificilmente este Kung Fu Panda estaria à altura. De facto, enquanto que Wall-E se estabelece como um filme "for the ages", este KFP corre o risco de ser apenas mais um filme de desenhos animados.

Bem, mas vamos falar do filme. Trata-se de uma história engraçada, que tem tudo o que um típico filme de animação deve ter: muitas cenas de humor, uma história convincente, um leque muito bom de vozes (bem conhecidas) e a típica cena final de conquista do nosso grande herói. Este, que surgiu quase de forma acidental. Kung Fu Panda conta a história de um panda chamado Po, que sonha ser um grande mestre de Kung Fu, mas que está confinado a viver a fazer massa e a ser um trapalhão para o resto da vida. Em paralelo, um antigo aluno do mestre Shifu consegue fugir da prisão, onde ficou aprisionado por ter ambicionado ser o Grande Guerreiro. Sendo assim, Shifu e o grande ancião Oogway tem de seleccionar um candidato para defender o pergaminho do guerreiro. Diz a lenda que quem possuir este pergaminho terá poder ilimitado. Dentro de 5 escolhas possíveis, acidentalmente a escolha vai parar a Po, que surge do nada. Cabe então a Po defender o pergaminho do guerreiro perante um mestre Shifu completamente frustado pela decisão do ancião. Conseguirá Po calar as bocas e conseguir surpreender toda a gente?

É utilizada a típica táctica de um filme de animação. Como já disse atrás, passa-se uma hora e meia bem disposta, com acesso ao riso fácil e acessível. O filme tornou-se um grande blockbuster graças a isso mesmo. Em contrapartida, o filme perde profundidade e identidade, caíndo na comum história de final feliz, após uns momentos mais tristes para o nosso panda. A Dreamworks consegue arrancar uma boa produção, mas não muito mais que isso.

Nota 7

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Road to the Oscars: Slumdog Millionare



Pára tudo. Deixem passar o grande campeão. Posso já dizer que Slumdog Millionare é, se não aparecer mais um nota 10, o melhor filme do ano. Já havia dado nota 10 a The Wrestler, mas Slumdog Millionare rebenta literalmente a escala.

Danny Boyle finalmente consegue ter o filme que faltava no seu já excelente currículo. Não estamos a falar dum realizador qualquer. Boyle já tem no seu reportório filmes como Transpotting, Shallow Grave, The Beach, Millions, 28 Days Later, Sunshine, enfim. Uma lista já bem extensa. Mas, meus amigos, digo desde já que nenhum atinge a qualidade deste Slumdog Millionare. Nunca uma história de uma criança foi contada duma maneira tão original e tão emocionante.

O filme relata a história de Jamal, um jovem indiano que cresceu juntamente com o seu irmão. Desde cedo, Jamal viveu condicionado perante as adversidades da vida. Quando criança, viu a mãe ser assassinada e ser guiado pelo irmão Salim, um puto que pensa acima de tudo em si. Vagueando sozinhos por essa India fora, eles encontram Latika, uma rapariga que anda perdida, sem rumo definido. Latika junta-se aos 2 irmãos e cria uma relação muito forte com Jamal, que se apaixona por ele.
Esta é apenas parte da história que Jamal conta, quando é questionado depois de ter acertado todas as questões no popular programa "Quem quer ser milionário?". Jamal chega ao último nível e é confrontado pelas autoridades indianas, para ter a certeza que o rapaz não está a fazer batota.

O que torna impressionante neste filme é a capacidade de Boyle juntar todas as simples coincidências que levam a que Jamal acerte todas as questões. Situações tão simples, no entanto tão mágicas e que te mergulham totalmente na história. O espectador prende à tela e fica sempre na expectativa sobre que futuro reserva ao pobre rapaz.

É um filme de esperança. Um filme para garantir que é possível sonhar, é possível atingir os nossos sonhos. É possível acreditar que está escrito que um futuro brilhante está à nossa frente. Não estamos perante um filme banal. Esta é uma obra de arte, uma peça que vai durar para os anos vindouros. Slumdog Millionare, filme do ano.

Nota 10.

Road to the Oscars: Milk



Tendo em conta os factos históricos, a importância das personagens (autenticamente baseadas em pessoas reais), a qualidade do elenco, a caracterização, os excelentes diálogos, Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna, enfim... Este Milk tinha tudo para ser um dos melhores do ano. E de facto, Gus Van Sant é capaz de arrancar o seu melhor filme, um filme autêntico.
Milk relata a verdadeira história de Harvey Milk, um homem que se tornou supervisor do estado da California que acabaria por ser assassinado por Dan White, outro supervisor, tal como o Mayor George Moscone. Esta é a história oficial do assassinato de Harvey Milk.
Mas o filme leva-nos bem mais longe. Como tudo aconteceu, desde a chegada de Milk a San Francisco, a célebre "Love City", como ele se estabeleceu como o grande líder do que viria a ser o movimento Gay. O filme mostra um Milk que deseja igualdade de direitos, não importa a raça, religião, cor ou orientação sexual. Alguém que luta pelo que acredita, mesmo que isso vá prejudicar a si mesmo e aos que o rodeiam. Uma história para mais recordar.

SEAN PENN. Que mais há a dizer sobre este senhor? Conhecido pelo seu mau temperamento, dentro da tela este senhor torna-se gigante. Uma interpretação assombrosa, definitivamente vai haver uma luta feroz entre Rourke e Penn, embora eu continue a preferir o Rourke. Emile Hirsch está espectacular também. Que dizer de Josh Brolin? Um papel muito frio, diria até que é o "Javier Bardem" de 2009, embora não com o mesmo impacto. Não deixa de ser um personagem muito forte e, como sabem, decisivo na história. O resto do cast está excelente.

Nota 9/10

Road to the Oscars: In Bruges



Candidato a filme mais surreal do ano. In Bruges relata a história de 2 assassinos "profissionais", que são enviados pelo seu patrão para Bruges, uma cidade belga. Os 2 assassinos vão parar à cidade sem saber bem porquê. Sem nenhum rumo definido, Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson) tentam fazer a típica vida de turista à espera de uma resposta do patrão. Ora, isto não caí muito bem nas graças de Ray, o mais compulsivo. Numa das primeiras noites, Ray envolve-se com uma rapariga local e começa uma sequência de acontecimentos simplesmente impressionante, que roça quase o ridiculo. Há cenas que ficas a pensar mesmo "WTF?". Guiando-se por um humor totalmente negro, In Bruges segue um caminho pouco usual. Consegue ter um argumento que, à priori, não teria qualquer fundamento. Os diálogos parecem não ter nexo nenhum. Mas, intencionalmente, o filme torna-se diferente, torna-se uma experiência completamente diferente. A cena final faz, no meu ponto de vista, uma clara referência às sequências típicas de Guy Ritchie, mas sempre com um estilo próprio e com uma grande originalidade. O filme é muito bom por isso mesmo. Não admira então que esteja nomeado para melhor argumento original.

Nota 8/10

Road to the Oscars: Changeling


Baseado em factos reais, este filme situa-se em Los Angeles, no anos 1920. Angelina Jolie é Christine Collins, uma operadora de telefones e mãe de Walter Collins, um pequeno rapaz de 9 anos que, num dia, desaparece sem deixar rasto. Christine, em pânico, tenta fazer tudo para conseguir encontrar o filho e pede ajuda à polícia da California. Esta, por sua vez, encontra um rapaz com as mesmas características de Walter, mas que Christine vê logo que não é o seu filho. Christine vê-se então numa autêntica armadilha: a polícia, para não se ver responsável pelo erro que cometeu ao trocar as crianças, obriga a mãe a ficar com o "filho", fazendo crer a ela e à comunicação social de que é realmente Walter Collins. Quanto ao verdadeiro filho de Christine... bem, vejam o filme para terem uma ideia do que realmente aconteceu a ele e a muitos outros...

Tendo em conta que o filme é baseado em factos reais, o choque é muito muito grande. Sente-se um autêntico soco no estômago, mal acaba o filme. Dá a sensação Clint Eastwood consegue ter o efeito que queria. Angelina Jolie volta a estar em grande, um desempenho excelente, de deixar a lagrimazinha no canto do olho. Séria candidata a vencer o óscar de melhor actriz principal.

Nota: 9/10

Road to the Oscars: The Dark Knight



Vamos já esclarecer uma coisa: trata-se do filme mais ansiado de todo o ano. Com a morte de Heath Ledger, todo o clima em redor deste novo Batman tornou-se quase ofegante. A verdade é que o Hype era verdadeiro. Ou pelo menos, não desapontou maioria dos fãs.
The Dark Knight segue a história que ficou por continuar em Batman Begins. Bruce Wayne a.k.a. Batman continua a perseguir os grandes mafiosos de Gotham, até que aparece um misterioso adversário chamado Joker. Alguém à altura.
Nisto tudo, entra em cena Harvey Dent, o procurador-geral que deseja justiça, tal como o dark knight. Como quase todos sabemos, este Harvey Dent dará origem ao grande personagem da bd chamado Two Face.

Dou-vos já um conselho: apesar de todo o hype, de toda a publicidade gerada em redor deste filme, de toda a propaganda sobre Heath Ledger, etc, vão ver este filme. Acreditem que está realmente de topo. Christopher Nolan secalhar não consegue ter uma obra tão consistente como Batman Begins, mas o que perde em consistência e solidez, ganha em emoção e em caracterização das personagens. Sobretudo a nível de vilões, com Joker a roubar o show. Aliás, este é um Batman em que acaba por haver pouco Batman. Damo-nos a desejar que Heath entre em cena em vez do habitual justiceiro. Não sei até que ponto isto pode prejudicar o filme. A verdade é que estamos perante um gigante filme. Um dos melhores do ano, seguramente.

Nota: 9,5/10

Road to the Oscars: Tropic Thunder



Os primeiros 10 minutos do filme faziam prever mais uma comédia tipo Meet The Spartans. No entanto, dei mais uma chance a este filme de Ben Stiller. Durante muito muito tempo, fiquei com a sensação que isto não teria ponta por onde se pegasse. No entanto, todo o esquema do filme é simplesmente genial, uma obra autênticamente ridícula que se torna fantástica, na maneira como satiriza o mundo do cinema. Ben Stiller está mesmo em grande.

Ora a história é simples: 4 actores estão a gravar um novo filme de guerra, que caminha para o fracasso. O produtor (Tom Cruise, num papel completamente psicadélico), farto de gastar milhões com estas 4 vedetas, decide então lançá-los num cenário mais realista. E que mais realista que colocar os 4 personagens num verdadeiro cenário de guerra?

Robert Downey Jr. está fabuloso. Mas um desempenho de outro mundo. Ben Stiller está igualmente excelente. E que dizer das "lines" durante o filme? Eheheh geniais. Jack Black acaba por ser o "elo mais fraco".

Nota: 8/10